Alimentos na infância: a família e a formação do Paladar Infantil
Muitos pais se preocupam quando os filhos apresentam resistência para comer certos alimentos, principalmente frutas, legumes e verduras. Essa dificuldade é bastante comum e faz parte do desenvolvimento infantil, mas é importante lembrar que a formação do paladar não acontece de um dia para o outro.
A relação da criança com o alimento é construída aos poucos, dentro de casa — e a família tem papel fundamental nesse processo.
🍎 O exemplo da família é o primeiro passo
Desde cedo, a criança observa e imita os adultos. Por isso, mais do que falar sobre a importância de comer saudável, o exemplo é o que realmente faz diferença.
Quando a família demonstra prazer em comer alimentos variados e coloridos, a criança tende a aceitar melhor essas opções. Já quando a mesa é dominada por ultraprocessados e guloseimas, o paladar infantil se acostuma com o excesso de açúcar, sal e gordura — tornando mais difícil aceitar sabores naturais e suaves.
🍽️ O ambiente da refeição também alimenta
Outro ponto importante é o clima das refeições. Evite transformar a hora de comer em um momento de briga, pressão ou chantagem. A paciência é essencial: muitas vezes, a criança precisa ter contato várias vezes com um mesmo alimento até aceitá-lo.
Oferecer em diferentes preparações e respeitar o tempo da criança é muito mais eficaz do que forçar. Criar uma relação positiva com o alimento é mais importante do que garantir “três colheres de brócolis” a qualquer custo.
👩🍳 Envolva as crianças no preparo dos alimentos
Envolver os filhos nas escolhas e no preparo dos alimentos é uma excelente estratégia. Deixar que participem da feira, lavem uma fruta, mexam uma massa ou montem o próprio prato desperta curiosidade e interesse em experimentar.
Além disso, manter uma rotina organizada, com horários definidos e sem distrações como televisão ou celular, ajuda a criança a associar a refeição a um momento de conexão e prazer em família.
💡 E quando a dificuldade com o alimento já está presente?
Se a criança rejeita a maior parte dos alimentos, apresenta seletividade alimentar intensa ou sofre impacto no crescimento, no peso ou na rotina escolar, é importante buscar apoio profissional.
O primeiro passo é conversar com o pediatra, que poderá indicar uma avaliação mais detalhada. Dependendo do caso, nutricionistas infantis e fonoaudiólogos especializados em motricidade orofacial também podem ajudar, cada um dentro da sua área, favorecendo o desenvolvimento de uma alimentação saudável e variada.
📚 Dicas de livros infantis sobre o alimento e o comer
A leitura também pode ser uma grande aliada. Histórias leves e divertidas ajudam a aproximar a criança do universo do alimento e estimulam a curiosidade em experimentar.
Algumas sugestões encantadoras:
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O Sanduíche da Maricota – Avelino Guedes
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Chapeuzinho de Todas as Cores – Maria Mazetti
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De Onde Vem o Alimento? – Coleção da Ciranda Cultural
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O Que Tem no Seu Prato? – Jane Yolen e Heidi E.Y. Stemple
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O Menino que Não Gostava de Frutas – Zanettini Cássia
🌱 Conclusão: o alimento é mais que nutrição, é vínculo
O paladar da criança se forma com o tempo, e cada pequena atitude da família conta. Com paciência, exemplo, apoio profissional quando necessário e até o auxílio da literatura infantil, é possível construir hábitos alimentares saudáveis que acompanharão os filhos por toda a vida.
📖 Referências
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Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Manual de Alimentação: Orientações para Alimentação do Lactente, do Pré-escolar, do Escolar, do Adolescente e na Escola. SBP, 2018.
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Ministério da Saúde. Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos. Brasília: MS, 2019.
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Birch, L. L., & Ventura, A. K. (2009). Preventing childhood obesity: what works? International Journal of Obesity, 33(Suppl 1), S74–S81.
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Savage, J. S., Fisher, J. O., & Birch, L. L. (2007). Parental influence on eating behavior: conception to adolescence. The Journal of Law, Medicine & Ethics, 35(1), 22–34.
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